As cidades inteligentes estão a evoluir e a transformar-se em cidades recetivas

O principal objetivo das cidades recetivas é colocar os cidadãos no centro da ação e dar-lhes um papel mais ativo na tomada de decisões.
As cidades inteligentes estão a evoluir e a transformar-se em cidades recetivas
2019-08-19
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Hoje, mais de metade da população mundial vive em cidades. Se esta tendência continuar, estima-se que até 2050 sete em cada dez pessoas sejam habitantes das cidades. Por isso é crucial planificar o crescimento urbano para que este se produza de maneira sustentável, apoiado pela tecnologia e respondendo sempre às necesidades dos cidadãos. Enquanto dantes falavamos em Smart Cities, agora devemos falar em Responsive Cities, ou seja cidades recetivas.

Colocar o cidadão no centro da ação e fazer com que tenha um papel ativo é o principal objetivo deste tipo de cidades que procuram que os próprios habitantes das cidades sejam os verdadeiros protagonistas na tomada de decisões. Para contribuir para a criação de cidades recetivas estão a desenvolver-se programas e tecnologias que incentivam à participação dos cidadãos para melhorar o seu ambiente.

Sobre este tema, Mark Saunders, diretor do Centro de Excelência de Cidades da Ferrovial Servicios, acresenta: "Contamos com ferramentas muito importantes, como a análise de dados, para entender exatamente o que está a acontecer com mais detalhe e adaptarmo-nos a essa mudança, mas diria que o principal desafio é conseguir o compromisso dos cidadãos. Certamente que podemos falar com um grupo de pessoas, mas as pessoas são únicas, somos todos diferentes. Como é que podemos chegar a todas essas pessoas? Temos muito interesse em ouvir o que cada um tem a dizer pois todos têm um papel, um importante contributo nos serviços que prestamos nas cidades."

Veja o vídeo aqui.